28.4.07

VOCÊ PERGUNTA E NÓS NÃO DAMOS A MÍNIMA

"Questionamentos sadios de uma sociedade doente" Por Leon Eliachar, estrela dos sebos

Minha mulher costuma receber flores quase que diariamente e sempre rasga o cartãozinho sem deixar eu ver de quem é e coloca as flores numa jarra com todo o carinho. O que faço? (Augusto - Magé).

Caro Augusto, seja sensato: pior seria se ela rasgasse as flores e colocasse os cartõezinhos na jarra, com carinho.

Contratei um detetive pra seguir meu marido e comecei a seguir o detetive para ver se de fato ele seguia meu marido. Um dia encontrei o detetive batendo o maior papo com meu marido. Devo contratar outro detetive? (Mabel - Petrópolis)

O mais prudente é contratar outro marido.

Peguei um trem e só quando cheguei em casa foi que reparei que dentro da minha capa havia um homem. (Arnalda - Engenho de Dentro)

E o que foi que você fez: botou a capa no armário, com homem e tudo, ou guardou só a capa? Esse detalhe, embora não pareça, é muito importante para ajudá-la.

Depois que meu marido comprou um automóvel nunca mais saiu de casa. (Raquel - Salvador)

Você devia ficar feliz com isso. Pior se ele comprasse uma casa e nunca mais saísse do automóvel.

Todas as manhãs, quando abro o armário, meu terno marrom sai andando e pega o elevador. (Alcinó - Espírito Santo)

Por enquanto, não há perigo. Chato vai ser quando seu terno marrom sair e voltar azul.